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Ações para sair da crise financeira

Enviado em 28 de abril de 2016 | No programa: Entre Amigos | Escrito por Equipe Entre Amigos | Publicado por Juliana Chagas

Calculadora e moedas

Com a crise econômica instalada no país, alta taxa de desemprego e a inflação subindo, muitos brasileiros estão se endividando e muitos que já estavam com dívidas não conseguiram sair delas.

De acordo com pesquisa realizada pelo SPC Brasil, em conjunto com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), no mês de março de 2016, 700 mil brasileiros foram negativados, isto é, foram inseridos como inaptos à aquisição de financiamentos no cadastro de proteção ao crédito. No total, são 58,7 milhões de pessoas (39,64% da população) que estão na condição de inadimplentes.

Conversamos com Luis Carlos Lemos, coordenador do curso de administração do Mackenzie Campinas, que nos explicou que a mudança de hábito de consumo é o primeiro passo para não entrar em mais dívidas. Nesse momento é primordial a reeducação financeira. “O brasileiro tem o hábito de consumir ao invés de poupar recursos”, explica Luis. O primeiro passo para se reeducar financeiramente é consumir de forma consciente e começar a poupar.

Para aqueles que já se veem em situação difícil com muitas dívidas a ponto de não conseguir cumprir seus compromissos financeiros, Luiz Carlos explica que é necessário organizar uma fila de pagamentos a serem realizados, e priorizar o pagamento de dívidas bancárias.

“As primeiras dívidas a serem pagas devem ser os débitos bancários, pois eles tem maior ônus, com juros e multa em cima do valor devido”.  As demais contas podem ser renegociadas, caso necessário.

E para aqueles que ainda não tem dívidas, atenção: é necessário puxar o freio. E isso quer dizer adiar compras que não são de primeira necessidade, como roupas, sapatos e eletrônicos.

“Mudar hábitos de consumo controlando com rigor as necessidades mais básicas, como mercado, pechinchando produtos, e assim, reduzindo o orçamento. Afinal, a alimentação tem um grande peso no orçamento familiar”, conclui Luis Carlos.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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