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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

E o Espiritismo, como e quando surgiu?

Enviado em 7 de outubro de 2015 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Juliana Chagas

quadrinhosManifestações mediúnicas nós temos desde o início de tudo, se observarmos bem certas fontes históricas, acharemos lá e cá pequenas coisas que nos farão perceber a sutilidade do mundo espiritual entrando em contato com o plano material.

Porém, o surgimento do espiritismo só ocorre mesmo quando os acontecimentos passam de sutis para fenômenos físicos em escala maior, que atraem olhares curiosos. Curiosos por assim ser, curiosos por acreditar e curiosos por estudar.

Em 1848, na aldeia de Hydesville, nos Estados Unidos, observa-se acontecimentos inusitados com a família Fox, ruídos e batidas que indicavam algo estranho, sem nenhuma interferência física, com indícios de serem provenientes de uma inteligência oculta desejando se comunicar. Tudo indicava que as irmãs Kate e Margaret eram o centro do fenômeno paranormal. Juntas desenvolveram um código para comunicar-se com a força invisível ali presente, conseguindo respostas completas sobre aquele que ali se comunicava, o que causou grande reboliço e atraiu milhares de olhares curiosos.

Mas enquanto isso, ainda no século 19, outras manifestações ocorriam pelo mundo, e uma que atraiu muitos olhares, foi a das mesas girantes, que se dava quando um grupo de pessoas se reunia em torno delas, colocando as mãos sobre as mesas e as mesas faziam movimentos de todos os tipos, iam até o teto, andavam pela sala, independente da vontade das pessoas. Assim sendo, pessoas começam a testar os fenômenos por conta própria, virando uma febre na época.

Até que o cientista Fortier começa a olhar esses fenômenos mais de perto, estudar, procurar um princípio, uma veracidade. E certo dia ao visitar seu amigo Hippolyte Léon Denizard Rivail, conta a ele os fatos que despertam sua curiosidade e o fazem estudar um pouco mais. Em um primeiro momento Hippolyte se nega a veracidade de tais fatos, sendo ele, estudioso, séptico,  seguidor de métodos científicos.

Mas seu amigo Fortier não desiste e continua insistindo para que Rivail vá observar tais fenômenos com seu olhar científico, e sua postura negativa não muda.

Até que um dia andando pela rua vê um cartaz em que se lia sobre tais espetáculos, e então decide ir até o local. Chegando lá, vê que tudo não passa de um espetáculo de ilusionismo que pode ser explicado de muitas maneiras que não sobrenaturais, e então se coloca para fora do recinto, convicto de que tudo não se passava de charlatanismo.

No caminho de volta encontra com seu amigo Carlotti, e expõe para ele seus pensamentos sobre os fatos que viu. Carlotti concorda que o espetáculo não passava de charlatanismos, mas que o tal fenômeno das mesas girantes iam além disso, que era difícil de entender e acreditar, mas que só vendo poderia se crer.

Então Rivail se convence de ir até um dos lugares em que tinha o fenômeno das mesas girantes e lá fica pasmo com a forma de como tudo acontece, não acredita no que vê, e depois do acontecimento, é convidado por umas das pessoas a colocar as mãos sobre a mesa e a ver que nada ali tem de diferente.

O professor se perde em seus pensamentos, tais fenômenos não saem de sua cabeça, e então novos fenômenos começam a o rodear, impressões, sonhos. E ele então decide estudar tais acontecimentos. Como ocorriam? De onde surgiam? Existiria ali uma força inteligente?

Então, Hippolyte vai até uma das casas em que tais fenômenos eram observados e dali em diante pesquisa por muito tempo sobre as forças inteligentes que se comunicam do plano espiritual para o material.

Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo.

Ao concluir que as respostas obtidas através destas manifestações continham profundo sentido lógico, o estudioso publicou em 1857 o “Livro dos espíritos”. O livro foi publicado sob o pseudônimo de Allan Kardec visto que o professor Rivail não achava justo publicar algo que não era dele mas que provinha do ensinamento de pessoas que já haviam falecido. No ano seguinte fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e editou a Revista espírita. Em 1859 publicou “O que é o espiritismo?”, em 1861, o “Livro dos Médiuns”, em 1864 “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em 1865 “O céu e o inferno”, e em 1868 “A gênese”.

Indicação

Kardec – Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa

Uma história em quadrinhos que conta sobre o surgimento do espiritismo de uma  nova forma, muito esclarecedora.

Fontes bibliográficas:

FERREIRA, Carlos & ROSA, Rodrigo. Kardec. São Paulo: Leya, 2011.

https://livrodosespiritos.wordpress.com/

http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/historia-do-espiritismo/

http://www.orientacaoespirita.org/historia.htm

http://www.sbee.org.br/portal/historia-do-espiritismo/doutrina-dos-espiritos/espiritismo/historia-do-espiritismo

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/espiritismo-para-iniciantes-3.html

http://espiritismoesclarece.no.comunidades.net/o-surgimento-do-espiritismo

http://www.guia.heu.nom.br/surgimento_do_espiritismo.htm

 

Foto ilustrativa: http://d.i.uol.com.br/

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