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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

Educação – Tarefa de Emergência

Enviado em 12 de agosto de 2016 | No programa: Espelho da Vida | Escrito por Osmar Marthi | Publicado por Juliana Chagas

Floresta com estrada no meioNosso mundo passa por profundas transformações, tanto do ponto de vista material, quanto social, político, econômico e moral. O Espiritismo nos alerta que são chegados os tempos da idade viril da Humanidade, como preconiza o insigne Codificador, Allan Kardec, em A Gênese.1

Mas toda transformação implica em mudanças e mudanças demandam de cada um de nós novas posturas; para isso precisamos estar preparados para o novo.

Somos espíritos em uma longa jornada evolutiva, em que fomos angariando experiências com as inúmeras reencarnações e com isso, construindo nossa milenar bagagem evolutiva.

Diante dos novos tempos que se descortinam para a Humanidade, a Era Nova, Era da Regeneração, um fator é preponderante para garantirmos nossa entrada segura nessa Era de Amor, a Educação, aqui entendida como “o conjunto de hábitos adquiridos”, como Kardec a considera .2

Embora precisemos acompanhar o progresso material, social, cultural de nossa sociedade não podemos abrir mão jamais dos valores ético morais que caracterizam o Cristianismo e portanto o Espiritismo, baseados na Lei Áurea anunciada por Jesus há dois mil anos: “Fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fosse feito”,  “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Santo Agostinho nos traz importantíssimas orientações sobre a Educação em seu belíssimo texto “ingratidão dos filhos e os laços de família” 3 em que nos ensina que “a principal missão dos pais é conduzir a Deus a alma de seus filhos”.

Clara a orientação do nobre espírito, a de que temos que envidar todos os nossos esforços em identificar as más tendências de nossos educandos, corrigindo-as e incentivar suas virtudes. Essa é a missão que nos está confiada pelo Criador e da qual teremos que prestar contas.

O Espiritismo é uma doutrina educadora por excelência, a própria reencarnação é um processo de reeducação do ser, pois retornamos crianças, num lar, numa família, para sermos reeducados, e como criança o espírito está mais acessível a receber a orientação dos pais e educadores, seja na escola, seja na Casa Espírita, através da Evangelização Infanto juvenil.

Lembremo-nos de que mais forte que mil palavras é um exemplo. A criança aprende por absorção do ambiente e por imitação, ela imita gestos, gostos, palavras, trejeitos e atitudes daqueles com quem convive mais diretamente.

No mundo de hoje, em que há extrema liberdade, precisamos nos lembrar do profundo ensinamento de Paulo, Apóstolo, quando nos diz:  “Tudo me é lícito mas nem tudo me convém”4, nos alertando quanto aos limites de nossas atitudes, e sobretudo as conseqüências de nossos atos.

A Criança e o jovem precisam aprender que suas  atitudes tem conseqüências e sua liberdade tem limites, exatamente onde começa a liberdade alheia, e que precisamos responder por nossos atos, perante as Leis Humanas e sobretudo perante as Leis Divinas, insculpidas em nossa consciência, daí o termo responsabilidade. Algo um tanto esquecido nos dias de hoje.

Instado sobre essa questão,  nosso querido amigo Divaldo Pereira Franco, educador de almas, nos orienta que “A educação espírita, trazendo a evangelização infanto-juvenil à luz do Espiritismo, é tarefa de emergência, mais que de urgência…”  Vou deixá-lo crescer, depois ele escolherá (a religião que quiser seguir) para mim representa o mesmo que o deixar contaminar-se com o tétano ou outra enfermidade, para depois aplicar o remédio..”5

A Doutrina Espírita e a Casa Espírita muito podem contribuir com pais e educadores em suas relações com crianças e jovens, no âmbito da educação, especialmente nas tarefas de Evangelização infanto-juvenil, que devem ser trabalho essencial na Casa Espírita, tratado com extremo carinho e cuidado, pois estamos com isso contribuindo para formar os espíritos melhores que transformarão o planeta em Mundo de Regeneração.

Se a casa espírita não tem deve formar esse trabalho, se tem deve mantê-lo e melhorá-lo. As federativas espíritas, órgãos de Unificação do Movimento Espírita tem a obrigação de apoiar essa tarefa nas casas, e estas devem trocar experiências entre si, no intuito de aprenderem conjuntamente e ampliar esse importantíssimo trabalho.

Por outro lado, os pais, frequentadores ou não das casas espíritas, tem nesse serviço prestado pelo Centro Espírita, importantes subsídios que os auxiliarão na educação de seus filhos, bem como no grupo de pais ou escola de pais, que será então um espaço para troca de experiências entre os pais e de aprendizagem da difícil e fundamental tarefa da Educação de espíritos.

Além disso, a Mocidade Espírita oferece ao jovem um grupo, já que nessa fase o jovem busca a convivência e aceitação do grupo, e será um grupo harmonioso, equilibrado, saudável, já que será formado por jovens que, via de regra, frequentaram a Evangelização Infantil, cujas famílias conhecemos e que, geralmente, também frequentam a casa espírita.

Içami Tiba nos diz que “Os pais que encaminham  o filho para alguma religião, não vão buscá-lo na cadeia” 6 .

Embora possa haver casos em que mesmo recebendo orientação moral o espírito possa equivocar-se em função de suas tendências, ao receber orientações seguras de moral e religiosidade o ser torna-se mais fortalecido no Bem, como que vacinado de desvios mais graves.

Recorrendo ao Educador dos Educadores, Mestre de nossas vidas,  Jesus, aprendemos com Ele a Pedagogia do Amor, que não julga, que não condena, que não força consciências, mas que convida, que conduz, que traz à tona o conteúdo que o Espírito já traz, daí o termo Educação  – do latim educere –  ex – ducere – conduzir para fora, tirar de dentro de – ou seja, reorganizar os conteúdos do espírito.

Como por exemplo, na célebre passagem sobre a mulher adúltera, Ele não a condenou, nem a eximiu de suas responsabilidades, dizendo àqueles que a queriam condenar: “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”, como todos se retirassem, ficando só com ela, lhe diz: “vá e não peques mais”, mostrando com isso que não temos o direito de julgar e condenar, mas de chamar o ser às suas responsabilidades, advertindo-o de que suas atitudes tem conseqüências e ensinando-nos que o Amor é o grande recurso do Educador.

 

Bibliografia:

1.  A Gênese – Allan Kardec – LAKE –1 ª Edição  – 1979- Cap. XVIII – Item 14

2 .O Livro dos Espíritos – Allan Kardec –LAKE – 39ª Edição -1979- comentário à questão 685 a

3. O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – LAKE – 25ª Edição – 1982, Cap. XIV, item 9

4. Bíblia – Primeira Carta de Paulo aos Coríntios – 6:12

5. Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas – USE –SP – 1ª Edição – 1981, páginas 67 e 68.

6. Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/08. Fonte: www.spiritismo.de/Evangelizacao.htm

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

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