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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

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O Consolador Prometido – A Terceira Revelação

Enviado em 5 de setembro de 2019 | Escrito por Isadino dos Santos | Publicado por Rádio Boa Nova

É muito triste, e porque não dizer inaceitável, perceber que em pleno século XXI, ainda possa existir pessoas que quando estão sofrendo algum tipo de padecimento pensem que tais sofrimentos são castigos de Deus, ou porque Ele assim quis. Esse pensamento está totalmente equivocado, é puro engano, pois o Criador, como todo bom pai só quer o bem dos seus filhos.

Ora, qualquer pessoa que já tenha estudado ou estuda as obras de Allan Kardec, ou que conheça, pelo menos um pouco a Doutrina Espirita, sabe que, embora tendo sido criados simples e ignorantes, todos os espíritos foram dotados do livre arbítrio para que, fazendo o uso correto dessa faculdade pudessem chegar ao grau de espíritos felizes, bastando para isso que, estando no mundo espiritual ou material, sempre obedecerem as leis divinas, cujo princípio central é a evolução, principalmente o primeiro mandamento que diz: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 

Entretanto, como desde o começo de suas encarnações, esses espíritos tinham apenas uma vaga percepção dessas leis, pois o Criador não as deixara escrito, somente gravadas na consciência de cada um, levando-se em conta o estado primitivo em que ainda se achavam, ao invés de seguirem o caminho que os levaria à felicidade, depois de conhecerem os prazeres mundanos, movidos pelo orgulho, pelo egoísmo e pela vaidade, passaram a cometer todo tipo de desatino, os mais fortes subjugando e até escravizando os mais fracos, violando, assim, o sagrado preceito de amor e fraternidade.

Para não deixar que nenhum deles continuasse se desviando da rota traçada e, consequentemente ficasse deserdado, Deus manifestou suas leis por meio de três revelações, primeiro enviando à Terra um espírito já bastante evoluído com a missão de divulgar a base dessas leis, e demonstrar a necessidade do seu cumprimento. 

Por volta do século XIII antes da era cristã, o povo hebreu, depois de estabelecer-se no Egito, foi escravizado pelo faraó Ramsés II, porém, muito embora sofrendo as agruras e as dores do cativeiro, aquela população mantinha a esperança de que entre uma de suas famílias haveria de nascer o enviado de Jeová para livrá-la do cativeiro conforme previa a profecia. 

No meio desse povo vivia uma mulher, neta do profeta Levi, que havia dado a luz a um menino, mas que, temerosa pelo vida do filho, já que o faraó, em razão do aumento populacional dos hebreus, havia mandado matar todas as crianças do sexo masculino  recém-nascidas entre eles, resolveu colocar a criança em um cesto e depositar nas águas do rio, na esperança que fosse encontrada por uma família não hebreia e assim pudesse sobreviver. 

Para que se cumprisse a profecia, o menino foi encontrado justamente  pela filha do faraó, que o levou para o palácio e adotou como seu filho,  batizando-o com o nome de Moisés, o mesmo que tempos depois veio a libertar os hebreus do cativeiro.

Três meses haviam se passado depois da libertação, quando Moisés, que  se encontrava nas proximidades do monte Sinai, recebeu, via mediúnica, o Decálogo contendo o verdadeiro e correto caminho a ser seguido, para que os repassasse ao seu povo. Estava, assim, lançada a semente do aperfeiçoamento moral da humanidade,  processando-se aí a primeira revelação.

A partir da divulgação dos Mandamentos Divinos, houve um progresso moral e social, mas, somente numa pequena parcela dos homens. Como a maioria ainda se apresentasse em estado de brutalidade, e insistisse em continuar no erro, para que entendessem e cumprissem o que fora determinado pelo Criador, Moisés se viu obrigado a impor leis severas, como a Pena de Talião, que previa para cada infração um castigo na mesma proporção, ou seja, seria Olho por olho, Dente por dente.

Com o advento da rigorosa e severa lei mosaica o progresso moral e social aumentou um pouco mais, porém não era isso que a lei divina prescrevia. A abstenção da prática de infrações deveria ser um ato de compreensão e entendimento sobre a fraternidade e acima de tudo, da boa vontade vinda do fundo da alma em praticar a caridade, e não uma atitude tomada por temor às penalidades nela previstas, enfim, a lei deveria servir como um bem para o povo e não como medida opressora. E foi por não haver esse entendimento entre a totalidade dos homens que Moisés não conseguiu êxito total em sua missão aqui na Terra. 

Apesar disso, mas, vendo que uma parcela dos homens já estava um pouco mais preparada para receber ensinamentos mais dilatados sobre as leis divinas, Deus na sua infinita bondade, enviou à Terra outro emissário, desta feita um espírito da mais alta hierarquia celestial para dar continuidade aos ensinamentos de suas leis, revelando de maneira mais suave e compreensível, novos conceitos àquilo que fora iniciado por Moisés, e apontando diretrizes seguras para que pudessem alcançar o êxito em suas caminhadas.

Na cidade de Belém havia um casal muito caridoso, Joaquim e sua mulher Ana, a qual, por um longo período de casamento não conseguia engravidar, o que a fazia lamentar a sua esterilidade.

Numa tarde, estando sentada à sombra de uma árvore, apareceu-lhe um espírito informando que nos próximos meses, haveria de conceber uma filha. Nove meses depois nasceu uma menina a quem os pais deram o nome de Maria.

Ao completar 3 anos Maria foi deixada no templo sob a tutela dos sacerdotes, tendo ali permanecido até completar 12, ocasião em que foi entregue aos cuidados do carpinteiro José, que era viúvo e já tinha vários filhos.

Um dia, da mesma forma que a mãe, ela também recebeu a visita de um espírito que lhe fora enviado pela Divindade, para avisá-la  que dentro de algum tempo daria a luz a um filho, tendo mais tarde dela nascido um menino que recebeu o nome de Joshua, que no idioma aramaico significava Jesus, o qual aqui viria, não para revogar a lei mosaica, mas, com a missão de melhor esclarecer e modificá-la onde fosse necessário, mostrando e explicando a todos, por meio da segunda revelação, o que deveria ser feito para se chegar à perfeição.

Levando em conta as dificuldades com que os homens daquela época ainda encontravam para entender o que lhes era ensinado, o Mestre precisou utilizar-se de parábolas e alegorias para explicar, mas, nem assim conseguiu se fazer entender completamente.

Em certa ocasião, em uma de suas pregações, Jesus disse aos presentes que todo sofrimento, tanto físico como moral, origina-se da transgressão dos limites impostos pela lei, portanto, tratava-se não de um castigo de Deus, mas sim, de uma oportunidade concedida pela Providência Divina para que pudessem resgatar débitos contraídos anteriormente por isso, aqueles que estivessem em processo de depuração receberiam a recompensa na vida espiritual.  Porém, vendo que nem mesmo os doutores da lei, e que se diziam sábios entendiam o significado de suas palavras, diante de tanta ignorância, percebeu que seria preciso muito mais tempo para que eles compreendessem.

Após alguns anos de ensinamentos Jesus foi condenado à morte, mas, antes de ser sacrificado na cruz, dirigindo-se àqueles que estavam passando por algum tipo de sofrimento mas não se conformavam com a dor prometeu que um Consolador seria enviado para dissipar todas as dúvidas que restaram, por meio das seguintes palavras: Se vós me amais, guardai meus mandamentos; que eu pedirei a meu pai, e ele vos enviará um outro consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco. (João, XIV, 15,16, 17 e 26). A partir daí todos ficaram focados na expectativa de quem seria esse consolador e quando viria. 

Muitos séculos se passaram até que no dia 03 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, na França, nasceu um menino filho de um juiz de direito e de uma professora, que recebeu o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail, o qual, já na idade adulta tornou-se um grande pedagogo, cuja elevada cultura o fez merecedor da maior credibilidade e total confiança.

No dia 18 de abril de 1857, Rivail recebeu da espiritualidade um conjunto de doutrinas filosóficas contendo os princípios fundamentais da filosofia espírita. Essa doutrina veio representar a realidade espiritual, pois, além de estabelecer as ligações históricas de todas as fases evolutivas da humanidade em seus aspectos sociais e religiosos, também previa como princípio do progresso da humanidade, a aplicação da fraternidade, do amor ao próximo e da caridade. O Livro dos Espíritos.

Posteriormente, em 1861, recebeu dos espíritos explicações a respeito de vários problemas ainda inacessíveis e insolúveis para as pesquisas cientificas daquela época, apresentando soluções de como desenvolver a prática da doutrina através de deduções rigorosas. O Livro dos Médiuns.

Por fim, para que todos pudessem melhor compreender a doutrina, em 1863, um manual de instruções e aplicação moral foi editado, o Evangelho Segundo o Espiritismo, contendo a base e o roteiro da doutrina a ser seguido.

Dessa forma, com a codificação dessas três obras, e complementada por outras duas, A Gênese e Céu Inferno, que foram ditadas pelos espíritos, supervisionadas pelo Espírito da Verdade, e feita pelo professor Rivail usando o pseudônimo de Allan Kardec, a promessa feita por Jesus Cristo foi devidamente cumprida. Diante dessas explicações ficou claro e patente que o Consolador realmente veio e ficará entre nós por toda a eternidade. A Doutrina Espírita, representando a terceira revelação.

Apesar de dois séculos já ter decorrido desde a terceira revelação, esse lapso de tempo não foi suficiente para que pessoas, sem reavaliar suas crenças, mas, impulsionadas pelo fanatismo intransigente, deixassem de pensar que as dores e os sofrimentos que lhes são infligidos fosse pela vontade de Deus, ou porque Ele assim quis. Esse pensamento retrógado e decadente não tem mais  cabimento em nossos sociedade atual, pois são crenças que nos foram transmitidas desde que éramos crianças pela religião e principalmente pelos nosso pais, mas que a Doutrina Espírita deitou por terra com as sólidas argumentações dos espíritos, de que são medidas aplicadas com a finalidade de reequilibrar aquilo que foi desequilibrado anteriormente, só não sendo aceita por aqueles que tem olhos mas não querem ver, e tem ouvidos mas não querem ouvir, 

Isadino dos Santos

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