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O Cristianismo Primitivo e a Gruta de Antioquia

Enviado em 11 de junho de 2015 | No programa: Abrindo a Bíblia | Escrito por Severino Celestino | Publicado por Juliana Chagas

Os primeiros séculos depois da crucificação de Jesus, foram marcados pelas perseguições aos discípulos, apóstolos e Cruz em grutaseguidores da mensagem do Cristo.

As perseguições não diminuíram a fé e o testemunho daqueles heróis que defenderam a mensagem de Jesus, inclusive pagando às vezes, com a própria vida.

As perseguições implementadas  contra os seguidores de Jesus pelos romanos e autoridades do I século,  obrigaram as comunidades primitivas a procurarem refúgio de diversas naturezas. Estes refúgios incluíram uma gruta em Antioquia, as catacumbas em Roma e as cidades subterrâneas da Capadócia, na Ásia Menor ou Anatólia.

Em Antioquia eles buscaram a gruta pagã do monte Silpius. Em Roma foram as catacumbas que serviram de refúgio no século I e na Capadócia foram as cidades subterrâneas construídas pelos Hititas, como estratégia militar e que depois serviram de refúgio aos cristãos.

Com o fenômeno do Pentecostes, todos os que foram chamados e tocados por Jesus,  não desistiram de seus propósitos, porém, a sobrevivência da mensagem de Jesus custou a vida de muitos mártires e a busca de refúgios por outros.

Os primeiros mártires foram Tiago e Estêvão em Jerusalém seguidos pelos outros discípulos e muitos cristãos nas arenas de Roma e na Ásia Menor.

Pesquisar estes acontecimentos da história, tem sido uma tarefa que me ocupo já há bastante tempo. Tenho  pesquisado nos caminhos de Moisés, Jesus, Paulo, João, Maria de Nazaré, Basílio de Cesareia, Policarpo de Esmirna e tantos outros que foram fiéis seguidores e testemunhos da mensagem de Jesus.

Na encosta de uma montanha da cidade de Antioquia, uma simples gruta cavada na pedra, é considerada o berço do cristianismo primitivo na  Anatólia ou Ásia Menor. Aqueles que queriam seguir os ensinamentos de Jesus se reuniam naquele local para orar, numa época em que eram muito reprimidos.

No  monte Silpius, se abre ao lado, em sua encosta, o que é conhecido como a Gruta de São Pedro. O monte Silpius é uma monte belíssimo que guarda aquela gruta de grande significado histórico para a comunidade cristã primitiva. Foi ali que pela primeira vez o grupo que seguia os ensinamentos de Jesus, foi chamado de cristão.

A gruta é o único resquício histórico que permaneceu da antiga Antioquia cristã, a “Rainha do Oriente” que competia com Roma, Alexandria, Jerusalém e Constantinopla no tempo da Pentarquia.

Pedro foi o primeiro dos Apóstolos a visitar Antioquia e como testemunho de sua presença está lá a “Gruta de São Pedro”. Esta gruta foi escavada na rocha da ladeira ocidental do monte Silpius e tem 13 metros de comprimento, 9,5 metros de largura e pouco mais de 7 metros de altura.

Não existe nenhum registro acerca da origem desta gruta, no entanto, muitos arqueólogos que a tem visitado, ficam fascinados e encantados pelas riquezas dos seus símbolos que representam expressões de religiosidade. Os primeiros cristãos a receberam e a usaram, não  como símbolo de idolatria, mas como manifestação do sentimento religioso que os unia. A teoria mais aceita pelos estudiosos é que esta gruta foi um lugar de culto pagão que mais tarde os cristãos aproveitaram para transformá-la  em seu próprio culto,  dando-lhe o nome do apóstolo Pedro.

Com certeza, a Gruta de Pedro em Antioquía, representa o primeiro local fora de Jerusalém que pode ser considerado a primeira construção física ou a pedra fundamental do cristianismo primitivo fundado e implantado na Ásia Menor.

A gruta possui um batistério antigo alimentado com água de uma fonte que jorra ainda hoje.

Considerada a primeira igreja cristã fora de Jerusalém, a gruta rupestre mantém ainda a fisionomia que os cruzados lhe deram, quando conquistaram Antioquia em 1098. Mas já os bizantinos a tinham transformado em capela o local onde se encontravam os primeiros cristãos nos períodos de perseguição, na cidade.

Alguns estudiosos afirmam que foi ali, onde São Pedro foi chamado bispo antes de ir para Roma.

Em tempos recentes, aumentaram as peregrinações ao local e inclusive as Missas e as celebrações ecumênicas são realizadas na úmida e precária igreja rupestre. Patriarcas e Bispos ortodoxos estão sempre presentes nas celebrações que se realizam por ocasião da solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

Para o Estado turco, a Gruta representa uma sucursal do museu de Antioquia. Normalmente, para  se ter acesso a ela, é necessário se pagar a entrada. Alguns representantes do cristianismo sugerem que seria interessante que no futuro se levasse sempre mais em consideração que aquele lugar é uma importante memória cristã, reservando-o ao culto para as comunidades cristãs.

Visitar aquele local é para nós sempre motivo de reflexão. É como se estivéssemos voltando mais de dois mil anos no tempo. É refletir sobre aqueles que foram os primeiros apóstolos do cristianismo que ali deixaram suas marcas de sacrifício e AMOR por Jesus.

Sentimos como se revivêssemos a pureza e a realidade de um cristianismo que se perdeu através dos tempos pelas influências políticas e interesses particulares por parte daqueles que se dizem seguidores de Jesus, mas que não vivem, na prática a sua mensagem.

A nossa tarefa, como espíritas, é procurar viver na prática a bela mensagem de Jesus que está esquecida por muitos. O Espiritismo é o Cristianismo redivivo. Através dele, necessitamos defender a cristalinidade do Evangelho de Jesus. Urge trazer para o momento atual, o Amor, a solidariedade, a prática do bem e o testemunho dos mártires que dedicaram e deram suas vidas pela verdade pregada e vivida por Jesus.

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

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