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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

A Sabedoria e o Bom Senso

Enviado em 17 de julho de 2016 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Juliana Chagas

O sábio indiano passava com um discípulo, às margens do Ganges. Em dado momento, viu um escorpião que se afogava.Pessoa segurando livro com campo ao fundo  Pressuroso, estendeu a mão e o retirou das águas. Previsivelmente, o escorpião deu-lhe uma ferroada. Não obstante a dor, o sábio, cuidadoso e paciente, o depositou em terra firme. Teimoso, o bicho voltou ao rio.

O discípulo, admirado, viu seu mestre salvá-lo novamente, submetendo-se a nova agressão. O escorpião, que parecia orientado por vocação suicida, retornou às águas. Repetiu-se a cena. A mão do sábio intumescia, lancinante dor.

– Mestre – balbuciou, confuso, o discípulo, – não estou entendendo. Esse escorpião o atacou três vezes e o senhor continua empenhado em socorrê-lo?!

Ele sorriu.

– Meu filho, é da natureza dele picar; a minha é salvar!

Grande sábio, não é mesmo, leitor amigo? Se responder negativamente, concordo com você. Faltou-lhe um componente essencial à sabedoria: o bom senso, a capacidade de avaliar uma situação e fazer o melhor. Se o exercitasse, simplesmente apanharia um arbusto ou vareta, recolheria o escorpião e o deixaria longe do rio. Fácil, fácil, sem problemas, sem picadas, sem dores…

***

Desde tempos imemoriais, os homens colhem experiências envolvendo o suposto sobrenatural. No histórico de qualquer família, infalivelmente, há notícias relacionadas com o assunto.

Em meados do século XIX, na França, estavam em efervescência fenômenos dessa natureza. Envolviam mesas que se movimentavam e até se comunicavam, em insólita telegrafia, com pachorrenta indicação das letras do alfabeto, compondo instigantes diálogos com a madeira. As pessoas divertiam-se, sem questionar como era possível um móvel, sem nervos e sem cérebro, exercitar o pensamento.

Usando de bom senso, Allan Kardec concebeu, de imediato, que havia seres inteligentes produzindo os fenômenos. Imaginou, em princípio, fossem os próprios participantes a agir, inconscientemente, por artes de desconhecida província cerebral.

Para comprovar essa tese, preparou perguntas sobre assuntos que só ele conhecia. A mesa respondeu com propriedade.

Certamente, sua própria mente interferia. Formulou questões sobre assuntos que desconhecia. A mesa, impávida, não vacilou.  Respostas absolutamente corretas.

Fosse um parapsicólogo, desses que abominam avançar além dos estreitos limites de suas convicções materialistas, certamente formularia hipóteses mirabolantes, relacionadas com um ser onisciente a dormitar nos refolhos da consciência humana. Um deus interior, capaz de responder a qualquer pergunta, ainda que a resposta estivesse num livro enterrado em recôndita região, no Himalaia.

Ocorre que Kardec não era simples “sábio”. Tinha bom senso. Logo percebeu que, por trás daquelas manifestações, havia Espíritos, no mais vigoroso movimento jamais desenvolvido pelos poderes espirituais que nos governam, com o objetivo de combater o materialismo, estabelecendo uma ponte entre o além e o aquém.

Imperioso cultivar o bom senso em tudo, particularmente em se tratando de religião. Sem ele, ficaremos sempre jungidos aos estreitos limites de nossa crença, engessados por princípios dogmáticos, como ocorre com muitos religiosos, que poderiam iluminar seu entendimento se tivessem o bom senso de avançar além das restrições que lhes são impostas.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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