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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

A tríplice vertente

Enviado em 15 de setembro de 2015 | No programa: Pronto Atendimento | Escrito por Henrique Valêncio | Publicado por Juliana Chagas

Mãos unidas em direção ao céu

Outubro é o mês no qual comemoramos o aniversário de Allan Kardec, nascido Hippolyte Léon Denizard Rivail, em Lion, a 3 de outubro de 1804. Homem de cultura, educador por vocação, pesquisador, escritor, professor, magnetizador, Kardec notabilizou-se por ser o codificador da Doutrina Espírita, cuja obra basilar, “O Livro dos Espíritos”, lançou em 18 de abril de 1.859.

O termo “codificador”, tão usado e conhecido pelos espíritas em geral, é traduzido como aquele que estabelece um código, leis, preceitos, normas. Assim, com esse cuidado extremado, a Doutrina Espírita foi trazida a lume graças ao trabalho incansável, persistente e meticuloso de Kardec, o qual demorou cerca de 5 anos desde a primeira vez que afirmou ter ouvido algo sobre as mesas girantes, fenômeno que chamou sua atenção em 1.854, até publicar “O Livro dos Espíritos”, primeiro livro da sua lavra, organizando dessa forma, depois de exaustiva pesquisa, os ensinamentos dos espíritos que o antecederam na volta para o mundo espiritual.

Faz 156 anos, portanto, que o Espiritismo (palavra criada pelo próprio Kardec) foi revelado ao mundo. Doutrina com tríplice vertente – filosofia, ciência e religião – desde seu surgimento notabilizou-se pela visão universalista, humanista e pluralista que possui, explicando que, ao contrário da pregação da religião dominante na época, a qual enfatizava que não haveria salvação fora da igreja, a Doutrina Espírita surge defendendo que fora da caridade não há salvação para a criatura humana. Ou seja, para que atinja sua plenitude como ser único e individualizado da criação, a criatura depende fundamentalmente “do outro”, a quem lhe cumpre amar, compreender, servir, auxiliar, perdoar.

Síntese maravilhosa dos ensinamentos de Jesus-Cristo, em cujo Evangelho buscou sua pedra angular, a Doutrina Espírita foi reconhecida como o Consolador Prometido por Jesus em seus ensinamentos ao final da sua vida entre nós.

São de enorme relevância e significado os princípios apresentados pelo Espiritismo, dentre os quais se destacam: a pluralidade das existências, a lei de causa e efeito, a consagração da caridade como a materialização do amor fraterno ensinado pelo Cristo e a possibilidade de comunicação com os espíritos que desencarnam, já que sua individualidade jamais é perdida e os laços de amor com “os que ficam” jamais se rompem.

Por tudo isso e muito mais é que nos orgulhamos de ter abraçado essa abençoada doutrina. Sua coerência, lógica e amor, enfeixados numa obra literária de monta trazida por Allan Kardec e mais tarde aperfeiçoada por outros batalhadores incansáveis como Chico Xavier, Divaldo Franco, Carlos Baccelli e tantos outros, servem e servirão por toda a eternidade de estímulo, explicação e razão para que continuemos a acreditar na prevalência do espírito sobre a matéria, do amor sobre o ódio, da luz sobre a treva.

 

Foto ilustrativa: http://www.freepik.com/

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